segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O nascimento de uma nova era?

Durante estes últimos três meses o brasileiro foi tomado por um sentimento de honestidade que há muito tempo não se via. Acompanhamos o julgamento de um processo como se fosse a final de uma Copa do Mundo e torcemos muito para que uma quadrilha fosse condenada, principalmente seu segundo chefe mais poderoso, e queríamos mais do que nunca que o verdadeiro responsável também estivesse ali no banco dos Réus, mas infelizmente quis o destino que o Papai Smurf ainda não fosse desmascarado desta vez. Mas o que é dele ainda virá. (olha eu aqui torcendo por uma Justiça, ainda que tardia!).
Mas porque almejamos tanto que os 40 ladrões fossem condenados? Por que quando o “pseudo herói” R. Jefferson denunciou o esquema do Ali babá, todo o povo brasileiro não foi às ruas protestar, pintar a cara de verde e amarelo, e bradar aos quatro cantos deste País, com dimensões continentais, que queríamos ali que Papai Smurf e sua corja fossem postos para fora do Poder?
Simples. Porque naquele momento todo o povo brasileiro estava cego. As principais lideranças estavam compradas e tão envolvidas quanto ele. Talvez até mais. Não se esqueçam que Papai Smurf veio de uma instituição sindical, veio do povo, e conseguiu iludir e convencer a todos. Ou vocês acham que uma UNE, por exemplo, que recebeu milhões no seu governo iria se rebelar contra a sua galinha dos ovos de ouro? A população ainda estava inebriada com um governante do povo, e acreditava que ele era inocente. Pobre brasileiro, mais uma vez foi enganado como um patinho.
Lembro até hoje que quando o Papai Smurf ganhou a eleição ele foi no outro dia no JN e ali disse que ele não podia errar, que o partido dele não podia errar que eles deveriam ser um exemplo neste País. Mas eles erraram, e erraram feio, e acabaram sendo exemplos sim. Exemplo do maior esquema de corrupção “nunca antes visto na história deste País” como costumava insanamente e megalomaniacamente dizer o Mestre dos Magos. Ele se auto-intitulava como o divisor de águas deste País, ele pensava que era Deus, e não teve a humildade de reconhecer que era apenas mais um ali a sentar naquela cadeira e lamentavelmente fez um monte de merdas da qual ninguém se orgulha.
Mas o que eu quero dizer é o seguinte: o brasileiro que tanto se orgulhou do Ministro Joaquim Barbosa, que quis que ele fizesse Justiça e condenasse os 40 ladrões, é realmente detentor de uma honestidade acima de tudo? Digo isso porque achei muita hipocrisia nossa bradar por justiça se somos um bando de desonestos no nosso dia-a-dia e não temos a moral para querer condenar pessoas que fazem o que muitos dos que foram julgados pelo esquema de corrupção fizeram, mas que não são punidos nem sequer julgados.
O brasileiro é conhecido pelo seu jeitinho. Para tudo se dá um jeito. Não somos corruptos apenas na política não. Somos corruptos com nós mesmos, com os colegas de trabalho, com nossos amigos, parentes. Sempre queremos levar vantagem, e pior, quando levamos a vantagem, nos julgamos mais espertos que o “otário” que enganamos. Mas otário é o filho da puta que roubou, que enganou, que passou a perna em quem quer que seja, esse canalha também deveria ser julgado e massacrado pelo eminente Ministro Joaquim Barbosa e ter a sua falcatrua toda exposta para o Brasil saber quão bandido V. Exª é.
Somos movidos a dinheiro e fama. Ontem li na internet que uma mulher qualquer que tinha saído pelada em uma revista estava querendo malhar de graça numa academia porque se julgava famosa e achava que ia atrair clientes para tal lugar. Só que o dono disse que não a conhecia!!! Será que essa distinta senhorita acha que só porque saiu como veio ao mundo em uma revista se acha mais importante que qualquer aluno que paga sua mensalidade normalmente, como é o certo?
Quantas vezes furamos uma fila, cortamos os carros pelo acostamento em um engarrafamento, burlamos o sinal de TV à cabo, achamos bom quando uma compra que fizemos não é cobrada na nossa fatura de cartão de crédito, enfim, o prazer de sairmos ganhando em alguma coisa nos dá um prazer digno de “um litro” de endorfina. São pequenos gestos que fazem de nós um povo desacreditado, onde é comum se dizer: todo mundo faz, então eu vou fazer também.
Para se querer fazer de Joaquim Barbosa um ídolo, primeiro precisamos sentar o rabo na nossa consciência e ver se somos dignos de achar que somente os que foram julgados por aquele esquema é que merecem levar uma porrada do Herói Negro. Ou você acha que somente quem levou milhões do povo é que merece ser julgado e condenado? Pensemos se somos um povo que merece todo o respeito, um povo que goza da mais inteira confiança perante a população do resto do mundo.
Porra nenhuma!! O brasileiro é muito mal visto fora daqui. Você sabia que na Suíça não existem cobradores nos ônibus? Lá antes de subir no busão você deixa o valor da passagem no local correto e entra no ônibus. Imagina isso aqui? Você acha que realmente a maioria pagaria o devido valor? Fala sério... O brasileiro entra no supermercado e sai comendo tudo quanto é coisa lá dentro e no final sai sem pagar o que comeu. Isso é ser honesto?! O brasileiro faz inúmeros esquemas para comprar uma prova de concurso. Isso é ser honesto? O brasileiro pirateia até filme que nem foi lançado no cinema. Isso é ser honesto?
Nós clamamos por justiça, mas muitas vezes pecamos e deixamos a desejar. Para se almejar que o seu semelhante seja honesto é preciso que nós mesmos sejamos honestos. Não podemos deixar nos levar pelo “ah, se ele rouba eu é que não vou ficar no prejuízo”. Isso são palavras de um derrotado. Se não lhe pertence, se vai prejudicar o outro, pense duas vezes. Chegamos ao ponto de idolatrar um Ministro do Supremo quando na verdade ele deveria fazer esse tipo de julgamento diariamente. Mas ali no banco dos réus deveria sentar todo aquele vagabundo que se acha esperto e fica querendo levar vantagem em tudo. Se nós dermos o exemplo daqui de baixo talvez o cara que estiver lá em cima um dia terá vergonha na cara e não mais vai querer roubar do povo. Quem sabe em um futuro a gente não precise ter orgulho de um metalúrgico que assumiu a Presidência, mas quem sabe teremos orgulho de um Presidente HONESTO que ficou conhecido por não ter levado um centavo do povo que o colocou ali no poder.
Eu nunca gostei do Papai Smurf e nunca acreditei nele. Infelizmente eu também não acredito no brasileiro. Acho que ainda não temos a moral de pedir a condenação de mensaleiros quando fazemos coisas muito parecidas aqui na planície no nosso dia-a-dia. No dia que entendermos que a honestidade é uma coisa de gente inteligente e não de otários, aí sim estaremos preparados para ser um povo que merece meu respeito.
O Julgamento do Mensalão serviu para lavar a alma do brasileiro. Era o mínimo que se esperava da mais Alta Corte de Justiça de nosso País, mas que ele sirva de exemplo para todos nós e que possamos começar a temer que se fizermos algo de errado o nosso Batman de capa preta pode nos pegar e fazer justiça!
Seja honesto! Não dói nada e vai te fazer muito bem...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Use sem moderação!

Depois de algum tempo sem aparecer por aqui peço desculpas aos meus leitores, que são poucos, porém são fiéis, e retorno hoje a escrever nesse pequeno espaço que criei para desabafos, opiniões e outras coisas mais. E como a ocasião permite e vem muito a calhar vou falar de algo que todo mundo tem uma: DESCULPA! Qualquer ser vivo que habite nessa imensa massa que bóia no espaço sideral já usou uma, e na maioria das vezes funciona, basta que você tenha o talento para utilizá-la sendo ela verdadeira ou não.
Nas Olimpíadas de Londres tivemos várias delas sendo utilizadas pelos nossos atletas. A melhor foi a da nossa saltadora que disse que o vento estava atrapalhando e ela ficou com medo de morrer!!! Putz, essa menina toda Olimpíada tem uma desculpa: ou é o vento, ou é a vara dela que sumiu, e qual será a próxima? E os jogos serão no Brasil heim! Vamos aguardar. E os pernas de pau do futebol? Esses eu prefiro não comentar. O Cielo? Disse que se arrependeu de nadar duas provas... Se fosse assim o indesculpável Michael Phelps teria ganhado oito medalhas de ouro na China? Ele nadou, ganhou e não precisou de desculpas meia boca para justificar seu erro zero! Césão, eu acho que você nada muito, mas na Olimpíada fostes um fracasso, um amador.
Fora dos esportes sempre temos nossas desculpas. Ou é um atraso em algum compromisso marcado, ou porque esquecemos uma data importante, ou porque ferimos alguém, seja por lesão ou por palavras, enfim, todos os dias de nossas vidas somos forçados a utilizar respostas condizentes ou não com a realidade. A desculpa carrega sempre um peso, parece que somos obrigados a sempre justificar uma falha, ou simplesmente a empregamos porque desejamos resolver logo uma situação onde a demora irá apenas atrapalhar outras prioridades nossas.
O que me irrita em uma desculpa esfarrapada é a incapacidade que nós temos em assumir os nossos fracassos. Ora, será que somos infalíveis, invencíveis que simplesmente não erramos? Conversinha fiada essa de neguinho que tem desculpas para tudo, que acha que se não justificar o seu ato o mundo todo irá conspirar contra ele e ver que na verdade ele é um humano e não um super-herói em quadrinhos. Acorda! Se você não venceu é porque foi um incompetente que não conseguiu obter o melhor resultado ou simplesmente porque existem outros seres neste Planeta que são melhores que você, e isso não é o fim do mundo brother. Tenha a humildade de ao invés de se desculpar saiba respeitar a existência de outras pessoas aqui na Terra, não ache que todos são uns idiotas e burros que vão engolir qualquer som que saia da sua boca na vã tentativa de ludibriar a inteligência alheia.
Mas a desculpa não serve apenas para justificar um fracasso ou um erro seu. Gosto mais de pensar na desculpa como um gesto de perdão, uma palavra que possa dizer ao outro(a) que você realmente se arrependeu do que fez, do que falou. Peça desculpa a um amigo seu quando você o ofender, quando lhe disser um monte de merdas que na verdade não deveria ter dito, quando você agredir aquela pessoa próxima a você mas que não tinha culpa que você estava com a maldita TPM. Pedir desculpas aqui é humildade e não soberba, é totalmente diferente de você inventar uma mentira para cobrir um fracasso. Neste caso o pedido de desculpa é um gesto nobre onde a pessoa demonstra um arrependimento por ter agido feito um animal quando na verdade ele é um ser humano convivente com outros seres humanos.
Não deixe o orgulho, a burrice, a falta de humildade deixar você perder uma pessoa só porque na sua concepção quem pede desculpa é um derrotado. Pertenço a uma família onde parece que a palavra desculpa é um palavrão impronunciável, parece que o mundo vai acabar se você disser esta palavra. Espera aí, qual o problema que ela poderá causar? Qual o mal que ela poderá trazer? Nenhum, simplesmente nenhum, o máximo que pode acontecer é a outra cabeça que está na sua frente aceitar este pedido. Será que não vale a pena? O problema na maioria das vezes é termos a maturidade suficiente para ver que erramos, aí está a bomba. Somos criados para pensar que não erramos, e aí deixamos passar toda uma vida, toda uma história porque da nossa boca não conseguimos dizer apenas Desculpa!!
A cada dia que passa acredito menos nas pessoas, nos tornamos cada dia mais egoístas, mais invejosos, menos competentes, menos tolerantes, temos desculpas para tudo, não aceitamos nossos erros, não somos humildes para admitir que no Planeta Azul há bilhões de pessoas que passam por problemas diários, que às vezes ao seu lado existe uma pessoa que precisa de você e que só está afastado do seu convívio por uma bobagem imensa. Tente pedir desculpa a uma pessoa que você gosta muito, tente reaproximar daqueles que se afastaram de você por qualquer motivo que seja, dê uma chance ao ser humano, esqueça o monstro da discórdia, saiba levar a vida da melhor maneira possível.
E quando você perder uma competição não invente que o vento tentou assassiná-la, pois o vento que venta daí venta do lado de cá. É uma frase besta, mas é verdade... Não subestime a inteligência de ninguém não, tente falar a verdade de vez em quando, e você verá que faz bem ser honesto. Parabéns para a pessoa que tem caráter em assumir seus atos, e tem a humildade de nesta sua passagem na Bola Azul tentar ao máximo somar, pertencer a um grupo, ao invés de viver egoisticamente no mundo solitário. Você pode não perceber, mas a sua vida está passando e as oportunidades podem não acontecer novamente. Pense nisso.
A melhor fala às vezes é o silêncio (adaptado). Se for falar merda, fica calado... É mais ou menos isso que quis dizer.
Desculpa. Desculpa. Desculpa. Desculpa. Desculpa. Pegue uma dessas desculpas e utilize da melhor maneira possível. Use sem moderação...
Um abraço.

sábado, 21 de julho de 2012

Não seja passivo, PENSE, DISCUTA, LUTE, faça valer a sua vontade.

Estava eu lendo umas revistas nesta semana e me deparei com uma situação que não concordo em absoluto. Somos invadidos por “experts” em vários tipos de assunto que praticamente regem toda a sua vida. Do sapato que você usa ao som que você escuta, existem críticos e “palpiteiros” em todas as áreas. Mas aí me pergunto: E a minha vontade? E o que eu penso? Será que tenho sempre que agir conforme essas pessoas querem?
 A moda é a coisa mais babaca e absurda que existe no mundo. Fica um bando de otários querendo seguir o que fulana falou, o que ela veste, o som do momento, como se a opinião dessa pessoa fosse acima de qualquer crítica. Ela nunca vai errar nos seus palpites. Se ela mandar você usar uma camiseta abóbora, com uma calça rosa, e um sapato amarelo, neguinho vai usar, pagar caro e achar que está no auge!!! Puta que pariu meu irmão, que merda é essa? Somos escravos dessas pessoas? Não dá para conformar com essa baboseira toda.
Na VIP deste mês tem lá neguinho falando que os blazers de cor forte estão na moda. Como assim meu brother? Blazer azul, verde, roxo?? Quem usa uma porcaria dessa? Restart? Só um idiota que vai pagar R$ 1.560,00 em um blazer de uma certa marca para dizer que o fulano disse que pode usar que tá bacana. Ou seja, neguinho pega uma espécie de alvará de um sujeito desses que lhe permite usar a roupa “sem noção” do momento.
Não é possível que precisam existir pessoas para lhe ensinar a vestir roupa. Até os 10 anos de idade, tudo bem, a mamãe põe a roupa que ele quer, mas a partir daí, o carinha já tem quem saber o que quer usar. Não se pode permitir tamanha invasão na sua vida pessoal. Agora vou deixar uma pessoa que nunca vi na minha vida escolher a roupa que devo usar? O Cd que devo comprar? O filme que devo assistir? Sou grandinho o suficiente para saber meus gostos e independente o suficiente para não deixar qualquer Mané interferir na minha vida pessoal.
O que eu acho engraçado e que está no auge “BLOGS” de mulheres que ditam as roupas, bolsas e acessórios que as outras devem usar. Esses dias minha esposa estava vendo um desses onde uma burguesinha que não faz nada na vida se acha no direito de ditar a moda. E põe lá o ridículo “esmalte da semana...” puta merda, cara. E o pior é que tem um monte de seguidoras essas meninas. Fala sério meu irmão. As meninas ficam copiando o que a outra veste ao invés de serem elas mesmas. Vão querer copiar a patricinha que se auto intitulou a “expert” do pedaço, mas que na verdade copia as mais famosas que elas. E aí todas vão usar a mesma bolsa, com a mesma roupa, o mesmo esmalte, o mesmo cabelo. Faz me rir... Daqui a pouco elas estão indicando o mesmo carinha para todas elas... Cada dia uma fica com ele... É muita falta do que fazer mesmo viu. Vão ler um livro para adquirir cultura!
Gostaria de saber se existe o crítico do crítico. Porque tem neguinho que está palpitando na vida dos outros, mas ninguém sabe como ele chegou ali, qual a sua formação e, principalmente quem o qualificou para emitir opiniões nos mais variados segmentos. É uma raça de intrometidos que ao invés de cuidar da sua vida resolve cuidar da vida dos outros. Afinal, qual o problema da pessoa querer usar esta ou aquela roupa? O crítico se sente incomodado se eu usar determinado tipo de roupa? Incomodado fico eu de ver esses filhos da mãe emitindo opiniões como se fossem uma Lei que todos deveriam seguir sob pena de irem preso.
Sou totalmente a favor da liberdade de expressão. Para mim a pessoa pode falar o que quer desde que assuma as conseqüências. Mas a pessoa que quer impor uma coisa, como a moda, não pode estar no mesmo plano de uma pessoa que emite uma opinião política e aceita uma opinião contrária. O que esses críticos fazem não é emitir uma opinião, mas impor uma idéia que eles acham a certa e tudo que for de encontro a essas idéias deve ser rechaçado como errado, brega, fora de moda. Aí não dá para aceitar.
É por isso que esse País nosso não vai para frente. Porque falta gente para peitar as idéias que estão aí. É por isso que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal apesar de terem eleições regulares não mudam quase nada de um mandato para o outro, ficam sempre os mesmos... Neguinho não discute nada, vota por votar, vota no mais famoso, no mais rico, no mais bonito, mas não procuram saber quem é, o que fez, se responde a processo, nada disso, simplesmente vai de acordo com a maioria, “vota no que está na frente das pesquisas porque não quer perder o voto!” Parece piada, mas é a mais pura verdade. Somos um povo acomodado que prefere não discutir o assunto, simplesmente aceitamos o que nos impõe porque pensar sobre determinado assunto dá muito trabalho!
Pessoal, vamos pensar mais, discutir, xingar, tentar impor nossas opiniões. Não deixemos que pensem por nós. Sejamos mais inteligentes um pouco. Temos a sorte de viver em um país capitalista onde ainda é possível pensar, discordar do governo, votar. Não deixemos incorporar em nós o socialismo, esse mal do século, onde todos têm que pensar igual, se vestir igual, ser submisso sem poder emitir qualquer tipo de opinião. Pois estamos nos transformando em um bando de bonequinhos regidos por pessoas que se diferenciam de nós apenas porque PENSAM!!!
Já pensou se eu fosse seguir as pessoas que estão próximas a mim? Eu ia usar bota, chapéu, cinto com 30cm de largura, e ia escutar sertanejo. Mas, felizmente, sou contra a maioria, pensei, me acho um pouquinho inteligente, escutei outras músicas, fiz um balanço, e no final vi que o melhor na minha vida era escutar Rock. Mas isso é só um exemplo. O que eu quero é que você discuta, emita uma opinião, veja o que é melhor para você e se no final você quer escutar o sertanejo, escute, mas saiba a merda que você está fazendo, não vá na opinião dos outros. A sua opinião vai coincidir com a de várias outras pessoas, mas saiba porque você chegou à essa conclusão.
Pense...
Um abraço pessoal...




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Amizade na veia...

Ontem recebi um e-mail da Coca-Cola, mais um entre os milhares que recebo sobre essa bebida que deveria ser tombada Patrimônio Mundial da Humanidade. Mas esse não tentava impedir você de tomar esse líquido mágico, nem falando que ele desentope pia, ou que faz você ter câncer. Desta vez era um e-mail bacana onde no final a mensagem era: “Coca-Cola, ao abrir, encontre a felicidade”, achei interessante a mensagem durante a propaganda. Falava basicamente de amizade.
Não era amizade criada 20 anos atrás, era algo de momento,  através de um simples gesto você faz uma ação de um amigo. Sabe aquela situação de quando você tá na merda e chega uma pessoa do nada e lhe oferece uma ajuda que faz você pensar que essa imensa Bola Azul ainda pode ter jeito? Eram fatos nesse sentido, que fazem você pensar que fazer o bem é a melhor coisa do mundo, mas infelizmente existem um bando de filhos da puta que preferem levar vantagem em tudo e acabar com você.
A amizade é o melhor sentimento do mundo, acredito que mais do que o amor, porque para você amar alguém, primeiro você precisa ser amigo dessa pessoa, mas amigo pra caralho, não é amizade de boteco (amizade de boteco é boa né!!), melhorando, não é amizade igual a do FACEBOOK onde você convida conhecidos para serem seu amigo. Um amigo verdadeiro é aquele que está presente nos momentos mais marcantes de sua vida, que está ali, ao vivo, te esculachando, te dando conselhos, te abraçando, enfim, realmente fazendo parte da sua vida.
Eu tenho poucos, mas excelentes amigos. Amigos que sei que se eu estiver na beira do abismo esperando para pular, ou no meio da favela escondendo de bandidos vão dar um jeito de ir ali me salvar. Amigos que tenho orgulho deles, que são companheiros de verdade, que têm história comigo. Amigos que podemos ficar horas conversando, dando risadas, pedindo conselhos, falando bobagens, tomando um chopp, enfim, são pessoas que você coloca dentro da sua casa e são da sua inteira confiança. Amigos que ligam na minha casa, falam com a minha mãe e marcam festas sem ao menos falar comigo, mas, como são meus amigos, me convidam para a festa também!!
Amigos que passaram por situações difíceis na vida, e eu pude ter o prazer em ajudar, amigos que curtiram muito comigo, fizemos farras, prestamos concursos juntos, sofremos, fomos a estádios de futebol, viajamos, formamos, ficamos bêbados, torcemos, enfim, são pessoas que quando chegarem no fim da vida vão poder dizer: um dos dias que mais precisei na minha vida de um amigo o filha da mãe do Romulo estava comigo, que saudade daquele cara! Ou vão dizer: aquele dia que eu tive aquele momento de alegria pude compartilhar com meus amigos! Gente, nada melhor do que um amigo para estar ao nosso lado nos melhores e piores momentos de nossas vidas. Triste da pessoa que é agraciado com uma felicidade orgásmica e não puder compartilhá-la com ninguém.
Uma turma que admiro muito são as amigas da minha esposa. Amigas há décadas, sempre estudaram no mesmo colégio, fizeram natação juntas, moravam no mesmo prédio (algumas), viajavam juntas, às vezes brigavam, mas no final uma sempre ia lá tentar amenizar a situação e lá estavam todas reunidas novamente (friends forever). Deus foi tão bom para elas, abençoou tanto a amizade delas, que a maioria se casou na mesma época, os maridos se dão bem com todas elas, aceitam e admiram essa amizade, e agora, por pura obra Divina estão tendo seus filhos na mesma época. Fico de longe escutando elas sempre falarem: “que bom que nossos filhos(as) vão crescer juntos como nós!!” E falam isso com uma alegria tão grande, com uma sinceridade tão contagiante, que me faz muito bem poder participar da amizade delas. É uma inveja boa, que, com certeza, vou passar para a minha filha. E que bom que ela vai crescer nesse espírito louvável de amizade entre as amigas da mãe dela.
Eu agradeço a Deus pelos meus amigos(as). Tenho amigos que estão comigo desde o pré, até os que formaram comigo na Faculdade, e posso dizer que cada um tem seu espaço na minha vida e de cada um sempre vou guardar ótimas lembranças. Sem contar os amigos-parentes, que além do vínculo afetivo carregam o sangue da minha família que tanto orgulho (meu irmão, irmãs, primos(as), sobrinhas(os), enfim todos que sempre estão ao meu lado. Sem contar os pais que eu tenho que mais do que meus amigos são meu porto seguro para tudo nessa vida. Feliz é a pessoa que pode dizer que é amigo de seus pais. Agradeça sempre a Deus!!!
Obrigado a cada um de vocês que tenho orgulho de chamar de meu amigo (não citei nomes, mas vocês sabem quem são). Fiz uma homenagem a quem sempre esteve ao meu lado. Obrigado por cada momento que passamos juntos e vamos passar ainda. Sou privilegiado por ter pessoas que sempre somaram na minha vida, me ensinaram muita coisa, me fizeram rir, me fizeram chorar, me apoiaram, torceram comigo, brigaram comigo, mas principalmente nunca me abandonaram, posso dizer que na minha vida eu nunca caminhei sozinho, pois ao meu lado sempre esteve um amigo. Obrigado meu Deus, por ter colocado ao meu lado sempre pessoas do bem.
Eu não quero ser como o Roberto Carlos e ter um milhão de amigos, mas como Milton Nascimento, digo que do lado esquerdo do meu peito estão guardadas pessoas que eu amo muito, meus amigos significam muito para mim, e espero ainda que a gente ainda construa novos capítulos em nossas vidas. Estou meio velho para conquistar novas amizades, mas, quem sabe?! Se conservar as que eu tenho já está bom.
Me deu uma saudade dos meus amigos que não vejo já faz um tempo...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Kate - Um estilo, uma vida.

Na madrugada ela voltava para casa. Não estava em condições de dirigir então deixou o seu Mini Cooper estacionado em um local que não se lembrava, mas poderia afirmar, com a quase absoluta certeza que umas doses a mais pudessem garantir, que estava entre o terceiro e quinto quarteirão perto do Pub Hacienda, o lugar onde fazia a sua vida valer a pena como gostava de dizer. Jurava que não iria beber mais aquele maldito whisky da garrafa esquisita que o barman insistia em lhe oferecer.
Kate - ela odiava seu nome depois que o príncipe Harry casou-se com uma almofadinha com mesmo nome seu – era uma mulher anormal, o mais perfeito exemplo de que é melhor nunca ter tido filhos a ter gerado um monstro como ela. Quando lhe perguntavam o endereço costumava dar o do Departamento de Polícia, já que passava mais tempo detida do que no muquifo onde morava sua família. Ali conheceu Michael, o segundo amor da sua vida, não era um policial, mas o rapazinho que lhe levava comida escondido e de brinde uns cigarrinhos para lhe saciar o vício.
Não trabalhava, estudou até os dez anos de idade quando decidiu que não mais ia à escola, dizia que já sabia tudo o que precisava. Tinha um irmão que queria ser médico mas nunca conseguia tirar uma nota azul, gostava tanto de sangue que suas notas eram sempre vermelhas. Seu pai trabalhava na fábrica de carros, ela dizia que ele era um escravo do capitalismo, trabalhava doze horas por dia e nunca tinha tempo para família, foi daí que desenvolveu seu total desprezo por ele, ela não sabe se pelo abandono ou simplesmente por ele trabalhar, era totalmente avessa ao trabalho. Sua mãe era funcionária do parlamento, trabalhava no estonteamente prédio do centro da cidade, lugar milenar que era cercado de histórias. Kate gostava do lugar, sempre estava por ali embreando-se nos corredores procurando um lugar onde pudesse se esconder de todo mundo e ficar pensando nas festas que houveram ali e que poderiam acontecer hoje, uma rave, um show de rock, algo barulhento que pudesse durar dias, e que a luz do sol não aparecesse para atrapalhar suas aventuras proibidas e não compreendidas pela sociedade. A sua relação com a mãe? Lembrava apenas o primeiro nome dela: Camille.  O desprezo era recíproco.
Definitivamente Kate não tinha amor à sua família, apenas os viam como pessoas capazes de alimentá-la de vez em quando e que possuíam um teto onde podia curar as suas ressacas e dissabores da vida. Ela não acreditava em almoços de domingo, festas de final de ano, encontros na casa da vovó. Família para ela era o seu camaleão que ganhara de um Irlandês idiota que foi proibido de embarcar com o bichano e deu o animal para a primeira pessoa que encontrou pela frente. Mesmo sem ter apego algum a qualquer membro da sua árvore genealógica Kate nunca foi incomodada por ninguém, sempre entrava e saía de casa quando e como quisesse, e era vista por eles apenas como uma pessoa que precisava de ajuda, mas ninguém nunca moveu um par de chinelos para ajudá-la, diziam que ela não merecia.
Aos 22 anos Kate casou-se com um americano, filho de um grande empresário de Massachusetts. Ele foi o seu primeiro amor. Durou 03 meses, algumas prisões juntos, um aborto, incontáveis doses de Bourbon, e uma viajem de 07 dias em Amsterdã onde fumavam verdadeiros charutos de cannabis.  Mas ele foi assassinado cerca de três meses depois em circunstâncias ainda não esclarecidas e desse enlace ela herdou uma pequena fortuna de seu amado a qual ela, em momentos sóbrios, tentava administrar. Segundo suas fantásticas e surreais contas o dinheiro poderia durar até ela fazer 40 anos, idade que julgava que ia morrer. O carro que tinha era dele, o seu único patrimônio na vida, e que cuidava tão bem quanto o seu camaleão, eram suas paixões, o resto era vício.
Sua família sempre tentou descobrir onde escondia o dinheiro que herdara do americano, mas ninguém, nem os detetives contratados pelos seus pares, nem a polícia que a prendia quase que semanalmente chegaram próximo dos milhares de Euros que tinha recebido de herança. Kate era uma garota esperta, tinha seus problemas com o álcool e outras drogas ilícitas, mas quando tratava da sua sobrevivência ela não deixava ninguém passá-la para trás. Sabia bem como era o carteado da malandragem e dessa maneira ia administrando sua vida da maneira que achava melhor.
A noite era o êxtase de Kate. Era uma mulher de hábitos noturnos, escorregadia como uma serpente, e ao contrário das víboras ela ingeria veneno ao invés de ejetá-los, e a vítima era sempre ela, quase não fazia mal a ninguém. O veneno daquela madrugada desceu mal, o whisky estava na cabeça dela provocando náuseas que faziam do seu estômago o vulcão Vesúvio pronto para entrar em erupção, neste momento agradecia por não ter encontrado seu Mini Cooper. Era quase seis horas da manhã e mesmo com seu corpo implorando por um descanso Kate achou por bem ir a outro lugar que costumava acolher pessoas como ela que desesperadamente procuravam uma desculpa para não voltar para casa: o Pub On The Road, lugar de pessoas com ar Folk e que já fora freqüentado por um ex Beatle que, assim como ela, tinha seus problemas. A diferença é que ele virou um gênio e ela, bem ela era a mesma pessoa de sempre. Às vezes até arranhava uma gaita, era fã de blues, mas seus vícios e sua raiva pelo mundo a impediam de desenvolver qualquer talento que poderia ter escondido.
No interior do Pub pediu uma cerveja para rebater. Ali encontrou alguns conhecidos, jogou alguma conversa fora, conseguiu um Prozac para mais tarde e foi ao banheiro para ver se eliminava aquele incômodo que, diferentemente das outras vezes, estava custando a passar. Talvez fora aquele ácido que ganhou do seu amor que trabalhava no Departamento de Polícia. Ele era um retardado, mas era a única pessoa que conhecia que a tratava como ser humano, e talvez essa dedicação toda a fez gostar dele, apesar de não querer nunca ninguém no seu pé. Ele sabia respeitar esse limite e só se aproximava de Kate quando recebia o sinal verde permitindo o approach. Enquanto caminhava destino ao banheiro as suas vistas embaçaram, o mundo parecia rodar como uma turbina de avião, sua barriga mais do que nunca parecia que ia explodir, mas ao invés de devolver tudo que ingerira aquela noite pela boca, Kate foi surpreendida pelo seu esfíncter anal e suas vestes foram visitadas pela comida ingerida há cerca de três dias.
Kate acordou por volta das vinte horas no London Bridge Hospital, estava com uma agulha na veia que lhe transferia soro. Na televisão passava o mais britânico de todos os comediantes, Rowan Atkinson, ao seu lado estava uma bandeja com uma sopa que aparentava ser de batatas e um copo que queria muito que estivesse cheio de Vodka Absolut, mas ao experimentar não lamentou ser água, sua boca estava parecendo o Saara e naquele momento foi como se bebesse a mais nobre bebida que seu corpo havia experimentado.
Esperando o despertar de Kate estava o Chefe de Polícia Homer, que não era quem tradicionalmente a recebia no Departamento quando era detida por suas violações. Desejava lhe fazer algumas perguntas, principalmente sobre o fato de ter no seu bolso a identidade do Sir Alexander Fleming, que fora brutalmente assassinado na noite anterior nas proximidades do Pub On The Road. Kate ficou apenas alguns minutos acordada e entrou em sono profundo novamente. Mal foi apresentada ao Dr. Homer, mas sua vida iria virar um tsunami a partir daquele dia. Se soubesse o que a esperava talvez desejasse nunca mais ter acordado daquele leito.

sábado, 16 de junho de 2012

Valeu a pena?

Você que está lendo o meu BLOG tem quantos anos? Tenho certeza que a maioria tem mais de trinta ou está próximo disso. É para você que vou escrever essas linhas e espero que eu tenha razão no final, afinal sou um privilegiado de ter vivido essa época que infelizmente não volta mais. E o pior é que tudo o que vivemos e fizemos não foi suficiente para ensinar essa juventude de hoje que vai passar sem deixar sua marca em pontos cruciais em nossa sociedade.
Não posso negar que hoje a tecnologia é uma aliada fiel que nós temos e capaz de nos proporcionar luxo, facilidades, acessos, que só pensávamos existir em filmes ou histórias em quadrinhos. Mas, garanto que mesmo sem toda essa parafernália eletrônica vivíamos em uma época onde valia a pena viver, a VIDA era cheia de novidades, surpresas, que valiam a pena, tínhamos um motivo para simplesmente celebrar e agradecer por estar ali naquele local, naquela época, o nosso objetivo era viver o HOJE com o máximo de prazer possível.
Vamos começar com filmes. Quem não se lembra de “Curtindo a vida adoidado”? Quem nunca quis ser Ferris Bueller e pegar uma Ferrari para viver um dia ao lado da namorada e do melhor amigo? Esse era um dos clássicos da Sessão da Tarde. Tínhamos outros eternos que sempre eram reprisados, mas mesmo assim era bom de ver. Somos da época em que assistimos GHOST no cinema, e tinha restrição para menores de 16 anos! Filmes de porrada com Bruce Willis, John Travolta fez Pulp Fiction, e Arnold Schwarzenegger ainda não era político e costumava explodir tudo quanto era lugar. Hoje o que temos são continuações de sucessos antigos, sequências horríveis e filminhos da Disney que dão enjôo no estômago.
No campo musical aí é covardia. Me fale o nome de alguém ou de alguma banda interessante que surgiu nos anos dois mil para cá? Simplesmente não existe. Antigamente não precisávamos escolher uma rádio quando estávamos no carro, qualquer uma tocava música boa. O lixo sertanejo e axé não haviam invadido o nosso País e os nossos ouvidos não eram obrigados a escutar essa poluição sonora que alguém resolveu chamar de música. Eu sou apaixonado por música e confesso que a maioria dos cd’s que compro é de bandas antigas, é de onde vem o som puro, um riff marcante, não posso entender como um refrão grudento como de uma música sertaneja ou baiana possa fazer sucesso. Minha filha vai crescer ouvindo um som de verdade, que não agrida seus ouvidos e depois se ela resolver me desapontar escutando Bieber e outras porcarias aí o problema é dela, pelo menos papai tentou lhe mostrar o que é bom.
Antigamente também éramos mais amigos uns dos outros. Era comum nos encontrarmos em um bar para beber, conversar, namorar, enfim tínhamos uma vida noturna que valia a pena. Hoje o pessoal gosta de ficar em casa no Facebook, escrevendo até a hora que vai ao banheiro dar uma cagada. No dia dos namorados eu estava em um restaurante e pude perceber que noventa por cento das pessoas que estavam no local eram mais velhas e fiquei pensando: a moçada não sai ou não está namorando? Pouquíssimos casais eram mais jovens, e isso era geral, pude ver isso em vários bares que passei na porta. As amizades antigas eram para valer, saudáveis, existia um contato diário e o que dizer de hoje? Hoje você entra na internet e lá tem um recado: fulano mandou um recado para você e quer ser seu amigo. Às vezes você viu essa figura uma vez e, de repente, se torna amiga dela. Fala sério brother, amizade não é feita pela internet, amizade é feita durante anos, na base da porrada, da convivência das coisas boas e ruins, não simplesmente através de um convite de rede social da internet.
Redes sociais servem sim para aproximar pessoas, mas aquelas pessoas que você realmente conhece e que você sempre contou, mesmo que estejam a anos sem se ver. Isso é amizade, é encontrar depois de uma década e ter uma história para contar, algo que foi vivido junto, agora neguinho tem um milhão de amigos na rede e se orgulha disso. Meu camarada, um milhão de amigos nem Roberto Carlos tem!! Antigamente como não existia celular éramos obrigados a nos encontrar para ficar sabendo o que estava acontecendo naquele momento, havia conversas, diálogos, mas hoje o papo é: e aí, bão? Bão, e vc? Viu o aplicativo novo no Face? Massa! Ah, fala sério, por isso o intelectual das pessoas está diminuindo, hoje o diálogo é raro entre os jovens, eles só conversam pela internet com aquelas abreviações que matam o idioma e a cada dia que se passa a distância entre eles aumentam ainda mais. Daqui uns dias só vai rolar o sexo virtual, pela net. Puta que pariu...
As pessoas da nossa geração foram responsáveis por grandes mudanças no Planeta Azul. Aqui no Brasil lutamos para eleger Presidente, fomos às ruas para derrubar o Presidente, era normal não aceitarmos sermos enganados, poderíamos até não alcançar nossos objetivos sempre, mas lutávamos para o pessoal de cima ver que iria ser difícil nos fazer de idiotas. E hoje? Você conhece alguma luta dos jovens para melhorar esse País? Somos bombardeados diariamente por notícias de corrupção e não escutamos um grito de indignação. Elegemos um presidente que acha que é Deus e que está acima de todos e simplesmente comprou a voz que deveria fazer algo para derrubar o tsunami de merdas que nos jogam todos os dias. Hoje temos é pessoas reunindo na Paulista para uma parada de gosto duvidoso com milhões de pessoas achando que isso é uma evolução, uma revolução. Isso é uma "sacaneação"!!!
Cazuza dizia na sua música: “Brasil qual é o teu negócio, o nome do teu sócio?” Quem é o sócio do Brasil hoje? Dirceu, Cachoeira, o grande molusco? Hoje somos reféns de um bando que tomou o Brasil para si e faz daqui um curral onde tudo pode, tudo é permitido e ninguém faz nada. Antigamente o molusco tinha se afogado no seu mar de ganância, nós não iríamos permitir sermos sacaneados tão cristalinamente e ficarmos calados. O Brasil é um país de bundão, e como tal deve mesmo é tomar no ... Cada povo tem o governo que merece!
Não resta a menor dúvida que hoje vivemos em um mundo melhor. Mas o povo que habita este planeta hoje deveria lutar para melhorá-lo, deveríamos ser menos egoísta, deveríamos pensar que aqui é o lugar que vivemos, a casa é nossa, não podemos permitir que um bando de safados faça do nosso quintal um lugar de suas orgias. Não é possível aceitar que um filho da puta ache que o Brasil é dele, que aqui ele faz o que quer. Nós lutamos para ser livres, e acho que o povo não está percebendo que estão querendo tolher essa nossa liberdade, o número de ditadores aumentam a cada dia e não são ditaduras comunistas, são ditaduras silenciosas que estão fazendo o povo de otário e neguinho está calado.
A minha geração lutou e conseguiu deixar o mundo um pouco melhor de se viver, sei que erramos em alguns pontos, mas éramos unidos e tentávamos acertar. A amizade era sincera e para sempre, não era feita pela internet, o mundo era um lugar bom de se viver, e ainda é, mas até quando e a que preço? Conseguimos derrubar ditaduras, conseguimos uma liberdade, não podemos permitir que meia dúzia de babacas consigam retornar a era pré-histórica, à época do feudalismo. Não aceite ser feito de otário, lute, por qualquer coisa, lute, a inércia é uma merda e vai te destruir.
Ficou grande o texto, tinha mais coisas para falar. Mas se você chegou até aqui, muito obrigado por me dar essa moral. Outro dia volto neste assunto.
Não queria que o meu país fosse habitado por um bando de zumbis...
Um abraço.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Qualidade ou Quantidade?

Há cerca de alguns meses o Brasil foi invadido por um assunto que encheu e está enchendo o saco até hoje, me refiro a Carlinhos Cachoeira. Não satisfeito com esse assunto a Xuxa resolveu dar um “up grade” no Fantástico e falou que foi abusada sexualmente quando criança, e para finalizar o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho resolveu ir embora do Flamengo e levar de lá a bagatela de 40 milhões de reais pelos seus “serviços prestados” a Nação Rubro Negra.
O Brasil é assim, quando pega um assunto vai até o limite do ser humano. Faz questão de explorar o máximo da reportagem, não importando se isso vai durar um dia ou um ano. Será que nossa imprensa é tão fraca que precisa bater na mesma tecla durante uma eternidade para o povo brasileiro saber do óbvio? Ou será que você não sabia que esquema igual o de Cachoeira ocorre há mais ou menos quinhentos anos nesse país?
Será que a Xuxa foi a única que sofreu violência sexual no nosso país? Eu trabalho em uma delegacia e te digo que infelizmente esse crime é mais comum do que se possa imaginar, mas nunca vi a Globo chegar ali para fazer uma reportagem sobre o assunto. Mas com a Xuxa os meios de comunicação estão fazendo um alarde de nível nacional. Não sou contra, de maneira nenhuma, pelo contrário, o que for para combater esse tipo de horror qualquer esforço é válido, mas vamos com calma moçada. O tiro pode sair pela culatra, e como em alguns casos que já presenciei, a imaginação de uma criança é fértil e a Xuxa sendo quem é pode começar a desencadear uma série de denúncias falsas.
A revista Veja está com um forte objetivo traçado, é uma questão de honra para ela conseguir colocar o Mensalão para julgamento este ano e punir da maneira mais pesada possível o Sr. José Dirceu a quem sempre se refere como “chefe de quadrilha”. Parece que essa pessoa é o inimigo número um da revista. Aqui mais uma vez eu acho que esse processo tem que ir a julgamento sim, e o mais breve possível, mas toda semana esse assunto em pauta é de cansar qualquer leitor. O Brasil inteiro quer esse julgamento, todos nós sabemos o que houve, quem são os responsáveis por esse escândalo, por isso eu digo: chega! Vira o disco!
A imprensa no Brasil ainda é livre para divulgar o que entender, e temos jornalistas sérios, bem informados, que nos trazem grandes revelações. Ainda bem que aqui ainda é assim, ao contrário de alguns países vizinhos onde tudo é controlado e a população não tem acesso a nada, e quando tem são informações na sua maioria maquiadas para ajudar quem está no poder. Mas às vezes parece que assuntos pessoais tomam conta desses meios de comunicação e fazem qualquer um perder a paciência com certos tipos de reportagens. Será que somos burros para serem necessárias tantas reportagem sobre um mesmo tema? A credibilidade não pode ser afetada por motivos pessoais, a imprensa tem que ter um limite e respeitar o receptor da informação.
O espaço que deram para Ronaldinho também foi algo extraordinário. Não que ele não mereça muitas homenagens na televisão, mas o que ele fez, da maneira que foi feita, e jogando o que ele estava jogando, foi muito rolo de filme e muito papel gasto com quem hoje não merece tanta empolgação. Digo isso porque ele faltou com respeito a toda uma torcida e ainda fez deboche de algo que não se brinca. A paixão que muitas pessoas nutrem por um time de futebol é algo que nunca pode ser motivo de brincadeira. O Flamengo errou em não pagar? É claro que sim porra, afinal quem trabalha tem que receber, mas do jeito que ele fez, aliás, estava fazendo com o Flamengo há algum tempo, não se pode admitir. Ele brincou com o sonho de milhares de pessoas que sempre sonharam em vê-lo jogar pelo time de coração, não honrou uma camisa vestida por gênios, e fez dali um parque de diversões onde ninguém achava graça nenhuma de suas brincadeiras. O Resultado dessa babaquice dele? Hoje, segundo pesquisas de vários meios de comunicação nenhuma torcida de times considerados grandes o querem em seu plantel até agremiações menores como Bahia e acreditem, Atlético Goianiense querem vê-lo vestindo o seu uniforme. Lamentável para quem foi o melhor do mundo.
Divulgar a corrupção, violência sexual, jogadores de futebol (que hoje mais aparecem na coluna social no que na página de esportes), é tudo muito válido além de ser um dever de nossa imprensa, mas o que quero dizer por aqui é que saibam ter limites. A população merece saber o que anda acontecendo no seu País, mas massacrar o receptor da informação com uma avalanche sobre um mesmo tempo é desnecessário e muitas vezes nos faz tomar aversão pelo tema não nos deixando dar o devido valor que o tema merece. Saibam filtrar a notícia, fazer um resumo, nos deixem respirar um pouco sozinhos e podermos construir nossas próprias conclusões.
A imprensa tem que entender que ela tem um papel muito importante perante nossa população. Mas além do esquema Cachoeira o Brasil tem outros inúmeros problemas políticos como Leis que não funcionam, mordomias demais para parlamentares, Senadores pagando contas com dinheiro público, deputados sendo eleitos sem saber ler, parlamentares com ficha corrida imensa, enfim, não precisam “julgar e condenar” apenas um Senador, mas noticiem todas espécies de barbaridades que acontecem diariamente no nosso meio político, talvez assim a população saibam que ali no poder os problemas são vários e não apenas um único esquema.
Abuso sexual é um crime grave sim. Quem sofre acho que jamais vai esquecer tamanho trauma, mas divulguem também o crack que está acabando com crianças e adolescentes, a falta de segurança nas grandes, médias e pequenas cidades, Leis que estão apenas no papel, Leis que precisam ser feitas para acabar com tanta impunidade. Você não acha que um adolescente de quinze anos sabe muito bem o que faz da vida? Saibam variar os temas, não coloquem um único crime como sendo o grande problema do Brasil hoje.
Agora falar sobre celebridades nem tenho muito que dizer porque na maioria das vezes são reportagens tão infantis que não merecem nem uma nota de rodapé. Mas como fofoca vende, infelizmente somos obrigados a ler e ouvir tantas notícias ridículas que nos fazem até pensar se somos obrigados a ter esse tipo de informação. Afinal qual é a vantagem de ler: “Fulano correu na praia hoje de short e camiseta azul”? Ou: “Fulano e fulana passeiam de mãos dadas no Shopping na tarde de hoje”! A imprensa das celebridades é ridícula e às vezes alimenta fatos que são verdadeiras aporrinhações na vida de qualquer ser comum. O caso Ronaldinho já encheu...
Imprensa livre? Sim! Liberdade de expressão? Sim! Mas pelo menos nos dêem uma oportunidade de vermos outras matérias e comentários, não nos tornem receptores de uma mesma reportagem por tanto tempo. Saibam respeitar quem quer saber a notícia, mas não nos façam de idiotas. Nós merecemos saber sim o que está acontecendo no mundo, mas nos dêem um espaço para pensar sobre o assunto e emitir as nossas opiniões e, principalmente, nos deixem respirar sempre um ar novo quando quisermos. Se existe a liberdade de imprensa, tem que existir também a liberdade de ouvir e ler o que bem entendermos.
Acesso a informação é um direito de todos, mas não façam desse nosso direito uma tortura diária. Uma informação não vai se tornar mais ou menos verdadeira pelo número de vezes que ela é exposta, mas sim pela maneira que é colocada à população. Qualidade, e não quantidade!
Abraço pessoal...