quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Obrigado meu AMIGO!



Hoje está fazendo um ano que perdi um grande amigo. Nunca imaginava que ele fosse nos deixar assim tão de repente. Foi um choque muito grande para mim e sua família, e ainda é difícil aceitar que ele não está mais aqui entre nós.
Meu sogro era daquelas pessoas que eu sinceramente nunca ouvi ninguém falar mal dele. Pelo contrário, só escutava elogios. Seu sorriso, sua serenidade, sua fama de ser uma pessoa tranquila eram sempre ressaltadas por seus amigos e pacientes. E eu que convivia com ele, via que era isso mesmo, nunca cheguei em sua casa e ele estava de cara feia. Poderia até ter seus problemas, mas nunca fui recebido por ele sem estar com um sorriso em seu rosto.
Quis o destino que o Dr. Roberto fosse médico da minha mãe há muitos anos. E minha mãe com sua mania de querer arrumar casamento para os filhos dela, dizia: já pensou Dr. Roberto se a sua filha casa com um dos meus filhos? E assim foi, após muitos anos eu casei com a Ana Victória e aí surgiu uma grande afinidade entre nós e uma grande amizade.
Não esqueço nosso primeiro encontro agora como genro e sogro. Confesso que mesmo sendo conhecidos, ambos ficamos nervosos. Foi na formatura da Ana Victória nosso primeiro encontro “oficial”, e por ironia do destino na volta o seu carro estragou e vocês tiveram que pegar uma carona comigo. O detalhe é que eu estava chegando em casa e vocês estavam saindo de Goiânia. E começou assim nossa amizade, afinal amigos nunca medem esforços para ajudar o outro.
Quando ia pedir a mão da Ana Victória em casamento foi uma longa história. Tive que ensaiar vários dias para ir lá fazer o pedido oficial. E quando chegou o grande dia, ele disse para ela que “ia me poupar desse sacrifício e não precisava de fazer pedido oficial não, e que ele nos abençoava”. Mas depois fiquei sabendo que ele estava poupando era a si mesmo! Meu sogro era uma pessoa tímida, não gostava muito dessas coisas.
Era uma pessoa aficionada por futebol. Isso nos ajudou muito a nos entender. Ele defendia o São Paulo dele e eu o meu Flamengo. Apesar das nossas paixões nós nunca discutimos esse assunto, sempre respeitávamos o time do outro. Mas a D. Lígia sempre dizia para ele pegar leve comigo!
Dr. Roberto, Hoje é muito difícil chegar na sua casa aos domingos e não ter você lá pra discutirmos o final de semana de futebol. Sempre que chegava lá você já ia perguntando: e o seu Flamengo Romulo? E ficávamos brincando, discutindo, esperando passar os gols, ver as mesas redondas, enfim, era muito bom estar ali com você. Hoje muitas vezes seguro o choro de saudade dessas nossas conversas. Perdi meu companheiro, meu amigo, meu parceiro de futebol.
Sempre olho para a Ana Laura e fico pensando nos momentos que vocês passaram juntos. Queria muito que ela tivesse te conhecido melhor. Ver o avô que você era. Você foi o porto seguro da Ana Victória durante toda a sua gravidez. Lembro que tudo ela recorria à você. Pai, estou sentindo isso, estou sentindo aquilo, o que eu tomo? É normal? E depois que a nossa pequena nasceu, pude te ver ali na sala de parto todo bobo, vendo mais uma geração sua nesse mundo.
Seus netos nunca podem reclamar do avô que você foi. Lamento que a Ana Laura não tenha te aproveitado tanto. Mas nunca vou deixar ela te esquecer. Sempre mostro suas fotos para ela e ela diz que é o vovô Roberto! Sempre via você imaginando o que os meninos seriam, suas brincadeiras com eles, suas broncas de vez em quando, mas acima de tudo eu via o amor que você tinha por todos eles, isso era visível em seus olhos. No dia do aniversário de dois anos da Ana Laura o Sr. fez muita falta... Queria tanto que estivesse lá...
Não posso me esquecer da nossa última viagem que fizemos juntos. Deus foi tão bom, que reuniu a família inteira naqueles dias e você pode aproveitar com seus netos, filhos e esposa aquilo que podemos chamar de sua despedida. Não esqueço quando o Sr. estava no hotel e falou para a Ana Victória que pensou que ia morrer sem escutar o barulho do mar na hora que estava dormindo. Ali foi uma coisa simples, mas para você era algo importante... Dormir escutando o barulho do mar...
Dr. Roberto, meu sogro, meu amigo, jamais vou esquecer o tempo que passamos juntos. O vazio que nos deixou nunca será preenchido por ninguém. É muito difícil aceitar sua ausência, sua morte tão repentina, sem dar ao menos a chance de nos despedirmos. Chegar na sua casa e não te ver, olhar suas fotos e saber que não podemos nunca mais conversar, fazer as coisas que você gostava de fazer, tudo isso é muito triste. É difícil até de aceitar, mas Deus sabe o que faz e aquela era a sua hora de nos deixar.
Sei que a dor que sinto não é comparável a que seus filhos, irmãs e a D. Lígia sentem, mas saiba que seu amigo aqui jamais vai te esquecer. Só tenho boas lembranças do tempo em que passamos juntos, e jamais poderia reclamar de um dia sequer em que te encontrei. Sempre fui muito bem recebido pelo Sr. na sua família, tive a honra de ser o seu genro, e hoje não encontro palavras para te agradecer por todos esses momentos.
Não vou falar que o Sr. era um pai para mim, pois graças à Deus eu tenho um que posso me orgulhar muito, mas acho que na minha passagem aqui na Terra poucos serão meus amigos como você foi. A saudade será eterna e o que temos que fazer é conformar e aceitar. Descanse em paz meu grande amigo e um dia vamos nos reencontrar... E pode deixar que minha filha sempre lembrará da grande pessoa que o avô dela foi...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Lambendo (cheirando) o rabo dos outros


Não gosto de pessoas que só porque pertencem a uma minoria se julgam injustiçados, discriminados, mal falados, humilhados, enfim, ficam cheios de mimimi e não acrescentam nada em discussão alguma. Se você escolheu um estilo de vida, encare com todos os problemas que possam vir juntos e lute para que certas coisas nunca mais aconteçam, agora, por favor, jogue limpo, sem apelar e respeite o outro cidadão que vai de encontro com seu pensamento e modo de viver.

A propaganda é algo que movimenta o mundo dos negócios e tanto pode alavancar a venda de um produto como pode condená-lo ao ostracismo e falência de seu fabricante. O BOTICÁRIO 15 anos atrás não pensaria em lançar uma propaganda como essa, hoje em dia foi ousado, gerou polêmica, e daqui há alguns anos será algo banal. Apesar dos protestos de pessoas dizendo que não compram mais nenhum sabonete nesta loja e de milhares de piadas terem surgido com pessoas (homens) que compram perfumes ali, no final das contas a empresa terá dado seu recado.

Vamos às polêmicas que se criaram em torno dessa propaganda. Em primeiro lugar os homossexuais devem deixar de ficar reclamando das pessoas que foram contra essa propaganda, afinal, não pega bem para um grupo que luta tanto por liberdade querer cortar o pensamento livre da sociedade em que vive. Se fui contra é um direito meu, não sou obrigado a engolir tudo o que a televisão me mostra, o que não pode é uma pessoa homossexual me julgar, me colocar rótulos pelo fato de ter pensamento contrário ao seu.

Pelo FACEBOOK acompanhei uma enxurrada de piadas e protestos onde muitos diziam que outra não menos famosa propaganda era aclamada pelo público enquanto a do O BOTICÁRIO era demonizada. Me refiro à propaganda da ITAIPAVA com seu famoso bordão vai verão. Não concordo que a mulher ali seja um mero objeto sexual, levei mais pelo lado do humor do que pelo cunho sexual, tanto é verdade que foi uma propaganda que agradou tanto ao público alfa como a mulherada que levou na brincadeira.

Acho que a propaganda do O BOTICÁRIO reflete a realidade do Planeta Terra hoje. Não tem para onde correr. Parabéns para a empresa que se arriscou e colocou no ar o que está nas ruas, nas festas, nas novelas, na sua casa, no seu trabalho, em todo lugar que você for vai ter alguém LGBT ou simpatizante. Quer uma conquista maior que essa para essas pessoas? Alguém imaginaria um marketing como esse há alguns anos atrás? Polêmica? Vai ter. Quem não concorda? Vai ter. Quem acha uma pouca vergonha? Vai ter. Boicote? Vai ter também. Mas pára e pensa a evolução que esse tema já alcançou, será que não é um começo?

Pra exigir respeito, você primeiro tem que respeitar o outro. Se para uma pessoa é normal um homem beijar na boca de outro homem, para outra não é. Homofóbico, preconceituoso, retrógrado, não interessa, na tente mudar uma mentalidade que já vem literalmente há séculos em apenas alguns anos. Não concordo com violência e humilhação, mas defendo o direito de uma pessoa não aceitar esse tipo de relacionamento, é algo inerente a ela e não pode ser imposto por Lei ou na marra.

A Parada Gay ocorrida em São Paulo no último final de semana foi um insulto aos Católicos. Uma ofensa sem igual. Não dá para aceitar aquelas atitudes com explicações tão chulas e sem sentido. São essas pessoas que acabam gerando um preconceito contra eles mesmos. Atitudes desnecessárias como essas só reforçam o pensamento de quem não concorda com o homossexualismo. Quer protestar? Proteste com a cabeça, com inteligência, não de uma maneira lamentável como aquela.

Quer comprar um perfume do O BOTICÀRIO, compre. Quer tomar uma ITAIPAVA, tome. Não é por escolher um perfume desta marca que minha masculinidade vai diminuir, não é por uma mulher tomar uma cerveja ITAIPAVA que ela vai ser puta. Deixem os rótulos de lado, respeitem a opção dos outros. Cada um cuida do que é seu. Mas tenha inteligência, saiba seu limite, respeite o outro ser humano que está do seu lado, nem todo mundo tem uma mente como a sua, nem todo ser que habita este planeta coaduna com certas experiências sexuais.

Na história mundial não existe nenhuma guerra que foi vencida na primeira batalha, nenhuma conquista foi alcançada no primeiro pedido. Tudo na vida é na raça meu amigo, tem que ralar muito para conseguir o que você quer. Não se muda uma pensamento milenar da noite para o dia em uma mesa de bar.

O Respeito é uma conquista, não uma Lei Federal. Fica a dica...

 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Eu não gosto de você




É verdade, eu não gosto de você! Não, isso não é uma indireta, ou uma direta, não escrevo este POST para mandar recado para alguém, mesmo porque não sou disso e o que eu tenho que falar eu falo na cara. O que vou escrever hoje é sobre o Politicamente Correto que tomou conta do mundo nos últimos anos.
No mundo em que vivemos vejo as pessoas muito mais travadas hoje em dia. É um tal de medir palavras pala falar com outro ser humano que chega a dar raiva. Se você vai falar com uma pessoa que se julga pertencer a uma classe de minoria o risco de ofendê-la é gigantesco e isso acaba gerando conflitos imbecis que não deveriam existir e tampouco serem protegidos por lei.
Eu não tenho problema com nenhuma pessoa antes de conhecê-la. Não me importa nada, nunca julguei alguém ante de trocar pelo menos um bom dia. Por isso sou contra pessoas que falam que a atriz fulana de tal é arrogante sendo que nunca nem a viu pessoalmente. Como pode você tecer um comentário como esse contra uma pessoa sendo que ela não faz parte do seu círculo social?
Conclusões imbecis como essas eu não sou a favor, mas a partir do momento que você conhece uma pessoa e ela passa a dizer coisas que você não concorda, seu pensamento não coaduna com o dela, os gostos não coincidem, sua presença me incomoda, não posso concordar em ser amigo de uma pessoa como essa. Ou simplesmente existe a história do “meu santo não bate com o seu”, sobra até para os querubins, mas isso existe e não podemos desconsiderar essas declarações.
Mas aí você me diz: Romulo isso é a coisa mais normal do mundo! Eu te respondo: Era para ser, mas não é. Se esta pessoa que eu não gosto for um gay, por exemplo, vão me tachar de preconceituoso. Aí que eu te digo que o politicamente correto tornou as pessoas mais falsas hoje em dia. Não podemos simplesmente não gostar de uma pessoa se sua cor da pele, sua opção sexual, seu estilo de vida, sua classe social pertencer àquelas que se julgam discriminadas.
É uma m... mesmo. Tenho uma colega de trabalho que me disse que certa vez estava em uma mesa no bar com um gay e mais umas amigas dela. Ela externou para mim e outro colega que não gosta de pessoas assim, ela acha que homem tem que ser homem. Ela foi super sincera e sem nenhum preconceito. É um direito dela escolher de quem ela gosta e como ela gosta, esta é a sua opinião. Devo respeitar se ela pensa assim. Agora o que não pode é um grupo de pessoas chegar e falar um monte de bobagens para ele devido ao seu gosto em relação ao sexo oposto.
O que eu ouço no meu dia-a-dia de pessoas falando “ah, você só fala isso porquê eu sou ...”. Essas pessoas se julgam inferiores, são preconceituosas em relação a elas mesmas e não são capazes de aceitarem serem rejeitadas. Mas é preciso entender que somos bilhões de cabeças pensantes nesse universo e é muito provável que milhares de pessoas não vão gostar de você, seja porque você é azul ou tem bolinhas amarelas ou uma corcunda nas costas.
O que é inaceitável é violência. Seja ela verbal ou física. Isso jamais poderá existir. Mas externar seu pensamento não pode ser motivo de inibição. Quem me dera viver em um mundo onde poderia chegar em uma pessoa e dizer que não gosto dela pelos mais diversos motivos. Qualquer motivo!
Ser politicamente correto é ser honesto. Falar o que você pensa, o que você sente, de quem você gosta, expor suas ideias, enfim, poder ser você sem ninguém para te comandar e te dizer o que deve fazer e de quem você deve gostar. Tenho uma amiga que diz que eu falo tudo que vem na minha cabeça. Sou assim mesmo, muitas vezes falo m... mas sou bem resolvido em tudo na minha vida.
Vou concordar com minha irmã que costuma dizer: quem não gosta de mim é porque tem inveja... Na verdade é um modo sarcástico de dizer: não gosta de mim, então f...-se. Tente entender por esse lado e parem de procurar defeitos em você, achar que seu estilo de vida, seu dinheiro ou a falta dele, sua cor da pele possa influenciar em uma pessoa te admirar ou não. Faça os outros verem seu lado intelectual, suas ideias, seus pensamentos, suas opções de lazer, seu modo de vida, enfim, deixem que esqueçam seu lado físico e vejam o que realmente importa que é o seu cérebro. Se não der certo, é porquê você é chato mesmo...


quinta-feira, 26 de março de 2015

A fofoca e a realidade



Semana passada estava chegando do trabalho e minha esposa estava na sala assistindo um programa de fofoca na TV aberta. Abri uma cerveja, sentei-me ao seu lado e fui saber um pouco da vida dos outros. Em determinado momento um repórter estava entrevistando certo ator famoso e sabidamente muito rico sobre o seu terceiro filho que ia nascer. O que ele disse, passo a discorrer nas próximas linhas.
O cidadão respondeu que não queria mais ter filho, visto que este já era o terceiro e que hoje em dia estava muito difícil criá-los. Além do fator econômico que assustava qualquer pai de família, o mundo hoje já não é mais como era antigamente. Pensei o seguinte: se para uma pessoa que não tem problemas financeiros está difícil criar um filho, imagina para mim, que sou funcionário público? Olhei para minha esposa, disse exatamente isso para ela e começamos a rir.
Eu tenho uma filha e procuro dar a ele o melhor de mim. Fui criado por um profissional liberal e uma funcionária pública e posso dizer que nunca faltou nada na minha vida, seja em questão de educação, seja em termos materiais. Nunca tive tudo que eu queria, mas também tinha uma vida tranquila. Por isso procuro passar adiante toda a bagagem que recebi de meus pais e seus ensinamentos, até quanto aos bens materiais. Meu pai dizia que se desse para mim e meus irmãos tudo o que queríamos, um dia nós íamos pedir um avião e ele não ia poder dar, então tudo lá em casa tinha limites.
Hoje em dia as coisas estão mais difíceis de se controlar. A apple invadiu os lares mundiais e provocam uma verdadeira briga em casa com os filhos querendo ao menos um objeto da maçã mordida. Na minha época o máximo em tecnologia era um walkman! Os canais infantis com suas centenas de desenhos e propagandas fazem surgir a cada dia um brinquedo diferente que a sua cria também vai querer. O problema é que tudo isso custa caro, muito caro.
Isso para ficar no supérfluo, que se encaixaria na história do avião contada pelo meu pai. Mas vamos dizer sobre o essencial, a comida. Hoje em dia existem comidas para bebês/crianças de todos os tipos, para todas as idades e para todos os gostos. São comidas coloridas, com brinquedos grátis, com ingredientes esquisitos que parecem verdadeiras fórmulas mágicas. Mas uma lata de leite em pó de 400g chega a custar incríveis R$ 50,00 e dura apenas uma semana. E aí, você vai deixar de alimentar seu filho com o que há de melhor no mercado? Sua esposa vai dizer para você: com cerveja você gasta uma fortuna né, mas com sua filha não pode gastar essa mixaria? Mulheres...
Fraldas. Existem tantos tipos de fraldas que parece que cada neném nasce com um tipo de bumbum. A gente fica perdido nesse mundo. Antigamente nossas mães se viravam para lavar as famosas fraldas de pano. Hoje em dia elas só servem para limpar os óculos (o tecido não arranha as lentes). E por dia vão lá cinco, seis fraldas para o lixo. Como economizar aqui? Impossível.
Não vou entrar no campo das roupas porquê aqui existe para todo gosto, e a economia pode ser feita sem problema algum. Existem coisas boas e baratas e seu filho pode andar na moda sem problema algum!
Mas isso não é nada. Para vestir seu filho, alimentá-lo bem, dar carinho, amor, educação você não impõe limites. Quem é pai como eu, e ama seu filho, no meu caso uma menina, a gente sempre busca agradá-los, mesmo porque eles ficam felizes com pouca coisa ao contrário de nós adultos. O problema, com disse o ator citado ali em cima foi quando ele disse o seguinte: o mundo hoje anda tão difícil que a gente fica com medo do que eles vão viver futuramente.
Aqui é que está o perigo. A vida fora de casa. Hoje em dia não basta você educar o seu filho da maneira que você acha correta, a cada dia que passa os pais estão contando com o fator sorte para que seu filho possa sempre trilhar o caminho que você imaginou para ele. O mundo hoje oferece aos seus habitantes um leque de oportunidades que os levam para o paraíso ou para o inferno e o melhor de tudo é que não precisam morrer para experimentar qualquer um deles.
Vivemos em uma sociedade inundada de drogas, violência, corrupção, individualismos, sexualidade aguçadíssima, enfim, a linha que divide o prazer proibido do prazer ideal é muito tênue e acaba influenciando e lavando muitas almas para o buraco fazendo da vida dos pais um pesadelo sem fim. Aquela criança que um dia foi motivo de orgulho pode se juntar com seu namorado pra ceifar a sua vida para conseguir ficar com o seu patrimônio e gastar tudo em sexo drogas e uma balada eletrônica.
Hoje em dia tudo é muito acessível. Sexo, drogas, armas, é tudo tão fácil que às vezes por querer uma aventura a mais, um desafio a mais, um jovem resolve se aliar a um grupo de terroristas para virar homem bomba e assim ter um pouco mais de adrenalina na vida.
Desafio aqui um pai de um adolescente a perguntar ao seu filho se ele não conhece algum usuário de drogas em seu ciclo de amizades. Qual pai fica 100% tranquilo quando seu filho diz que vai sair para uma balada. Há tantos perigos na rua que se pudéssemos os protegeríamos para toda a vida deles. Aqui fora a vida é cruel, aqui se não tiver cabeça boa, o traficante leva, o ladrão leva, o aliciador leva, o prazer do diabo é tentador, mas ali na frente ele vai te cobrar caro, e o pior é que tanto o filho como o pai acabam pagando a conta.
Vou concordar com o ator. A vida hoje não é fácil para quem é pai. Perdemos noites de sono tentando adivinhar o que o mundo reservou para nossos filhos, ficamos rezando e também torcendo para que o caminho que eles venham a escolher seja sempre limpo. A vida te dá muitas oportunidades para se viver bem, com prazer, com adrenalina, com desafios, basta saber entender como ela funciona.
Tenho medo do futuro do mundo, mas também não posso me privar do prazer de ter uma filha, de chegar em casa e receber o abraço mais gostoso do mundo, um beijo seguido de “que saudade papai”. Agradeço a Deus que me deu esse desafio de criar uma filha, não posso aceitar uma derrota antes da luta e mesmo diante das surpresas que estão por vir eu prefiro ter a companhia dela do que passar a minha vida aqui na Terra em branco sem ter sentido a emoção de dizer: essa é minha filha! Só quem é pai de verdade sabe o que eu estou falando...
Fica a dica... E boa sorte para nós...