segunda-feira, 26 de março de 2018

Até quando?


Somos uma sociedade hipócrita, egoísta e burra. Não sabemos o que queremos, aliás, sabemos sim, queremos o que for melhor para nós e o resto literalmente foda-se! Com todas as letras, FODA-SE!
Nos últimos dias fomos inundados por notícias da morte de uma vereadora do Rio de Janeiro, a qual eu não preciso nem citar o nome, mas que já virou nome de escola, talvez será nome de rua ou de alguma lei. Não quero discutir homenagens prestadas à ela, mas será que realmente importamos com a sua morte e sua luta?
Marielle veio da comunidade, era negra e homossexual. Estas aliás, eram suas bandeiras: ela defendia os pobres, assim como ela, os negros, assim como ela e os homossexuais assim como ela. Ora, mas um parlamentar não é eleito para representar toda uma população, no caso dela a população de um município falido em todos os aspectos? Ela representava o povo, mas suas bandeiras eram discriminatórias e seletivas. Parecia que ela exercia o mandato em causa própria.
Qual a diferença entre ela e um empresário eleito que vai defender os direitos de outros empresários? Qual a diferença entre ela e um delegado de polícia que almeja leis mais severas para punir bandidos? Qual causa é mais nobre?
Ela era uma parlamentar, uma pessoa pública, tinha poder de escolha em suas mãos e deveria lutar por todos e não por quem ela achava de direito. Imagina uma médica em um hospital público que fosse atender um baleado e ela deixasse de prestar socorro por causa de características desta pessoa? Não vou atender este porque ele é negro, pobre e gay. Seria execrada em praça pública.
Uma desembargadora foi duramente criticada e alvo de ações na justiça porque disse entre outras coisas que a vereadora era um cadáver comum. E não era? O que a tornava diferente dos outros que morreram na mesma cidade dela e que foram executados de maneira até mais covarde do que ela?
Ela era uma pessoa pública? Sim! Foi um ato covarde? Sim! Mas o que a diferencia de um policial que foi executado na frente de sua família? O policial também é uma pessoa pública, só que ao contrário da vereadora que escolheu por quem ela iria lutar, o policial escolheu lutar por todos, sem discriminação de cor da pele, de opção sexual ou de condições financeiras. E mesmo assim a sociedade hipócrita, burra e egoísta não sabe escolher quem são os heróis de verdade.
A luta da vereadora era justa? Sim, com certeza! Seria burrice imaginar que um político seja eleito sem uma bandeira. Mas isso não quer dizer que eu concorde. Acredito que um vereador, um deputado, um senador, um governador ele tem que atender a todos de maneira igual, e não dar prioridades a entidades ou classes que eles entendem que mereçam mais do que os outros.
Se você quer ajudar uma comunidade carente, qual seria a melhor maneira? Acho que emprego seria uma excelente ajuda. E quem gera emprego? O empresário. Se o político ajudar o empresário, logo este terá condição de contratar mais funcionários e com isso ajudar o desempregado. Acho isso mais inteligente do que criar bolsa família. Ou estou errado?
A morte da vereadora é fruto da falta de segurança que assola o Brasil. O brasileiro escolheu torcer para o bandido e agora colhe os frutos desta escolha. Só que bandido só cumpre acordo até quando interessa para ele, depois ele faz a sua própria lei. Nas manifestações a favor da vereadora, escutamos o mais incrível grito de guerra de um povo: “não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar”.
E quem vai proteger a população? O Homem de Ferro?
O alivio é que essas bobagens foram ditas por um número ínfimo de pessoas e que colocam o partido que idolatram acima de qualquer coisa. Acabam não raciocinando direito e pregando algo que nem eles acreditam ou sabem explicar.
A maioria da população fala uma bobagem como essa baseada em uma imprensa que quer apenas vender e é totalmente parcial em suas reportagens, deixando para notas de rodapé o que é feito de bom pelas polícias no Brasil. Em qualquer país civilizado que você visitar vai ver que ali a polícia é respeitada como deve ser.
Quando a vereadora morreu a imprensa já levantou logo a idéia de que ela foi executada por policiais corruptos da milícia. Baseado em quê? No calibre da munição utilizada? Em menos de 24 horas a imprensa desvendou o crime e derrubou a autoria. Algo de dar inveja a qualquer polícia do mundo. Um trabalho impecável e sem furos!
A vereadora morreu, o policial morreu, a médica morreu, o professor morreu, a criança morreu, e muitos, mas muitos ainda vão morrer. O Brasil está em guerra civil, a segurança pública está falida, não se dá o devido valor a quem merece, e quando perceberem, o lado negro da força já tomou o Brasil de assalto e não vão querer devolver mais.
No Brasil, o crime é ORGANIZADO, eles respeitam seus estatutos, sua hierarquia e seus deveres e seus maiores inimigos, as polícias, são destruídas no dia-a-dia por um povo que ainda não percebeu que é manipulado, e que escolheu denegrir quem o protege. O povo está doente e não quer remédio porque acha que vai fazer mal ou que a doença vai simplesmente desaparecer em um passe de mágica.
Lamento muito a morte da vereadora porque ela foi vítima da falta de segurança que assola nosso País. Defender o fim da polícia definitivamente não é o caminho mais sábio para tentar resolver isso. Talvez olhar para o povo em geral, sem discriminação, sem exclusão, possa ser mais útil. Ninguém é melhor do que ninguém, todos merecem o mesmo respeito, a mesma dedicação.
Quem dera se o brasileiro se engajasse em cada morte brutal como esta e lutassem por justiça. Talvez não estivéssemos na merda como estamos e nas mãos de bandidos que desafiam a tudo e a todos. A Marielle era uma pessoa pública, mas o Brasil está cheio de heróis anônimos que merecem todas as homenagens possíveis.
Não sabemos o motivo pelo qual Marielle morreu, e nada justificaria tal brutalidade, por isso não podemos permitir que um bandido escolha a hora da morte de ninguém. Algo tem que ser feito, basta ter inteligência e ver onde está errado.
Poderíamos parar de querer fazer pacto com o diabo achando que ele vai nos salvar...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O País da Anita

Na década de 80 o cantor Cazuza compôs uma música chamada BRASIL onde ele exaltava as “qualidades” de nosso país como: Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim, Brasil, Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim. Na mesma época Renato Russo perguntava em uma das suas mais famosas canções: Que país é esse? E comparava as favelas ao Senado onde se tinha sujeira para todo lado e ninguém respeita a Constituição.
O que mudou de 80 para cá? Vivemos em um País melhor ou pior? Para responder esta pergunta devemos perguntar mais especificamente. Por exemplo: politicamente algo mudou?  A vida do brasileiro mudou? Não só a vida, mas o brasileiro em si, mudou? Os nossos compositores acima mencionados e já falecidos precisariam compor novas canções ou as antigas ainda fariam algum sentido no século em que vivemos?
Politicamente acho que o brasileiro nunca vai aprender. Não sabemos votar e nunca vamos aprender. Já elegemos um caçador de marajás que acabou tendo o privilégio de ser nosso primeiro presidente a sofrer um processo de impeachment.Nessa época tínhamos escândalos atrás de escândalos e o congresso tinha os famosos anões do orçamento. Depois elegemos um sociólogo que criou a nossa moeda.
Passamos por outros Presidentes, um metalúrgico esquerdista que iniciou a maior era de escândalos nunca vistos antes na história desse país envolvendo centenas de parlamentares, chefes de executivos e empresários (nossos sócios). Sua sucessora teve a honra de colocar o Brasil na maior crise de sua história, além de ser mestre em gafes ao resolver abrir a boca, e no final foi premiada com mais um impeachment.
Ou seja, nada mudou. O brasileiro não aprendeu a votar e nem vai. Hoje qualquer pesquisa, seja ela séria ou não podemos ver encabeçando as intenções de voto um ex-presidente que responde a quase uma dezena de inquéritos e com uma condenação de quase dez anos de cadeia.
Por isso que digo que nosso País nunca vai mudar e que nós merecemos nossos governantes. Afinal, que moral nós temos para criticar um americano que elegeu um dos maiores empresários do mundo como seu presidente enquanto por aqui na terra brasilis elegemos literalmente um palhaço, cantor sertanejo, ex-integrante de reality show, jogador de futebol, enfim, nosso Congresso é para famosos, uma revista Caras, uma passarela para desfiles, onde quem tem fama ou dinheiro consegue o ingresso VIP.
Brasileiro foi para a rua, protestou, xingou, perdeu amizade, fundou movimentos, e com todo esse ímpeto conseguiu uma primeira vitória e tirou do poder a rainha, uma torre, um cavalo e um bispo, mas esqueceu que o jogo só acaba quando rei cai e que os peões também podem destruir o adversário e acabar com o jogo. O xadrez continua e algumas peças através de recursos estão voltando ou querendo voltar ao tabuleiro.
Vivemos a decadência moral em nosso País. Onde para tudo é invocado o DIREITO. Direitos humanos, direito de liberdade de expressão, direito de cultura, direito de direito, enfim, todos querem ter direitos e não se tolera opinião contrária.
Os direitos humanos existem apenas para bandidos. Não se viu nunca a preocupação dessas pessoas com a vítima. Se uma vida é perdida, se uma mulher é estuprada, se uma mulher é espancada os direitos humanos não ligam, mas se o policial gritou com o bandido e não passou a mão na cabeça dele, não serviu almoço para ele nem colocou Mozart para ele ouvir aí há um verdadeiro estardalhaço desses hipócritas.
Direitos de liberdade de expressão também existe mas são seletivos. A esquerda não aceita que se falem mal dos seus pupilos e das suas ideias. Não se pode criticar nada que já vem o famoso “te meto um processo”. Defender pensamentos que vão contra a maioria você corre o risco de ser linchado.Vivemos uma ditadura de pensamentos iguais mesmo que não sejamos adepto da filosofia proclamada. Tudo isso por medo de ficar isolado do resto da turma. Aqui faço um parêntese dos inúmeros programas de TV onde supostos intelectuais e artistas defendem seus pensamentos e querem que todos baixem a cabeça para eles e digam amém. É uma quantidade de bobagem absurda dita por essas pessoas que têm uma ideologia de vida boçal que parecem que vivem em outro planeta.
O direito de cultura é novo. O Brasil foi invadido por uma nova safra de “artistas” que enfiam o dedo no rabo do outro, colocam crianças para tocar um homem nu, cagam e mijam em fotos, músicas com letras sem noção,e tudo isso em nome da arte. Coitada dessa geração que é obrigada a ver um monte de lixo impostos por falsos intelectuais que não sabem o que fazer e ficam curtindo com a cara das pessoas dizendo que fazem arte. E o pior é que há dinheiro público financiando muita coisa podre no Brasil através de uma Lei que não sei porque saiu do papel. Sou a favor de que arte quem financia é o privado, o governo tem coisas mais importantes para se preocupar.
Enfim, vivemos numa época cheia de regras, pessoas chatas, onde temos que medir palavras, gestos, pessoas estão muito sensíveis, com pensamentos idiotas, onde chegou-se ao ponto de um dos maiores artistas brasileiro, dizer que Monteiro Lobato não o representa porque ele fez uma saci que era negro, que quem fazia as receitas no Sítio do Pica Pau Amarelo era a Tia Anastácia mas quem leva a fama é a D. Benta. Ah, me poupe!
É muito mimimi, muito ah, fez isso porque sou negro, ah, falou isso porque sou gay. Acorda pessoal, o mundo hoje só sobrevive quem é bom, o capitalismo está engolindo as pessoas e só vai ficar quem for forte. Pessoas chatinhas são fracas e sucumbem diante de qualquer coisa e ainda põe a culpa no outro. Como pode alguém dizer uma bobagem de um dos maiores escritores do Brasil como Monteiro Lobato? E o pior é que esse artista é muito bom no que faz, mas levou para o lado do racismo algo que só existe na mente dele.
Acredito que teremos uma revolução civil ainda onde voltaremos a ser como antes, podendo expor nossas ideias sem medo de um processo. Podendo gostar de quem realmente queremos e não por pensamentos, cor de pele ou opção sexual. Podemos ouvir nossas músicas que gostamos e não a modinha lixo que dura um verão.
Não é à toa que quando se cantam hoje nos shows Que país é esse? a multidão grita: é a porra do Brasil! Um povo que não sabe votar, que artistas enfiam o dedo no rabo do outro, políticos e empresários presos com escândalos nababescos, bandidos desfilam com arma de guerra em plena luz do dia numa das cidades mais lindas do mundo, nosso melhor jogador de futebol chora no colo do técnico porque falam mal dele, nossa maior representante musical é a Anita, e você quer que isso aqui ainda dê certo? Boa sorte...





quarta-feira, 3 de maio de 2017

Que mundo esperar para os nossos filhos



Nos últimos tempos tenho reparado que nas conversas com meus amigos a preocupação de todos é uma só para quem tem filhos: que mundo eles vão encontrar quando crescerem? Ninguém acredita que será fácil, e o medo aflige a todos, seja no campo sexual, intelectual, trabalhista, financeiro, político, qualidade de vida, enfim, a previsão assusta a todos e isso nos faz ter um pouco mais de cabelo branco, um pouco mais de stress e começamos a sofrer antes mesmo do jogo começar.
Eu confesso que era paranoico assim também, mas ontem ao beber uma cerveja fiquei pensando neste assunto e vi que a coisa não será tão feia assim como imaginamos. Ao contrário, acho que deixaremos para nossos filhos um mundo bem melhor do que encontramos, basta saber ensinar-lhes o caminho certo que eles têm que percorrer, o resto é com eles.
Vamos partir do princípio de que nós somos frutos da geração Woodstock. O festival ocorreu no ano de 1969, e nós (eu e meus amigos) nascemos por volta de uma década depois, um pouco mais, um pouco menos. E o que era a moda naquela época dos nossos pais? Sexo livre, maconha, rock’n roll, geração paz e amor, faça amor não faça guerra.
O mundo nessa época era praticamente nulo em tecnologia. Não existiam iphones, ipads, computadores ligados à internet, ninguém fazia parte de rede social alguma, a galera usava all-star, bebia a cerveja que tinha, avião era coisa de quem era muito rico, carros não tinham nem vidro elétrico, enfim, podemos chamar de Idade do Povo RAIZ, para usar um termo atual.
Antigamente era a época de Rolling Stones, Beatles, Black Sabbath, Janis Joplin, The Doors, Jimi Hendrix, e mais uma porrada de gente que até hoje toca no som de quem tem um bom gosto musical. Todos eles eram loucos, usuários de drogas, beberrões, comedores de morcego, mas quando subiam no palco deixava todo mundo louco com o que escutava, era algo de qualidade, e que perdura até os dias atuais para a salvação de muita gente.
Dito isso pergunto a vocês: poderia se esperar muito de uma geração que quando nasceu pregava-se o famoso sexo, drogas e rock’n roll? Se tudo continuasse como se pregava um tempo atrás, será que o futuro do mundo era algo promissor? Será que a nossa geração seria estragada? Não viraríamos nada? Acho que o que vimos não foi bem por aí.
Acredito que nossos pais quando se casaram e pensaram em ter filhos deviam pensar a mesma coisa que nós hoje. O que será desse menino quando crescer, com o mundo desse jeito, cheio de drogas, promiscuidade, essas músicas horrorosas?
Mas crescemos e viramos o mundo de ponta a cabeça. Inventamos um novo meio de se viver, com mais conforto, mais tecnologia, mais acesso ao luxo, mais comunicabilidade, mais diversidade. Moldamos o Planeta de acordo com nossas necessidades, e o estilo de vida de nossos pais não passam de nostalgia e geralmente precedidos de comentários do tipo, “nossa, que brega!”.
O nosso “sexo, drogas e rock’n roll” hoje está apenas atualizado em relação aos nossos pais. Hoje o sexo é livre também, mas cada um transa com quem quiser independente do gênero, homem com homem, mulher com mulher, e acreditem até homem com mulher! Sim isso felizmente existe, e ainda é necessário para perpetuarmos nossa espécie.
As drogas evoluíram e vão desde as naturais, hoje já nem são consideradas drogas, até as sintéticas, responsáveis por alucinarem a cabeça do pessoal. Sei que antigamente existia o ácido, mas era para poucos, não era tão acessível como é hoje onde se compra “bala” com o coleguinha da escola.
E o rock? Aqui foi onde minha geração se perdeu. Trocamos a música verdadeira por lixos musicais. Não soubemos procriar as grandes bandas e artistas de antigamente que brotavam das mais escuras covas e até hoje lotam qualquer lugar onde tocam. De vez em quando sai algo de bom da minha geração, algo que se dê para ouvir, algo realmente decente. Mas, no geral a parte musical se perdeu, hoje temos pessoas que dizem cantar sertanejo, funk, axé, mas que não duram 05 anos no mercado. São máquinas descartáveis de fazer dinheiro, apenas isso.  
E hoje as nossas preocupações são as mesmas de nossos pais. Será que meu filho vai se envolver com drogas? Onde estará a moral das pessoas no meio de tanta promiscuidade? Será que minha filha vai dançar funk rebolando a bunda na frente de todo mundo? Vai sair para uma festa e ficar com quantos der vontade, fazer uso abusivo de drogas, álcool e outras coisas mais? Os anos passaram mas nada mudou.
A verdade é que daqui a dez anos ou mais, que vai ser quando minha filha e as filhas(os) dos meus amigos começarem a entrar na adolescência o mundo será outro, com novas informações, novas ideias, novas oportunidades, ele não terá nada a ver com o que vivemos hoje assim como foi a nossa adolescência e começo da vida adulta.
Eu presenciei coisas que meu pai me ensinou ser errada, tive amigos que se envolveram com coisas não recomendadas, mas nem por isso eu me perdi na vida. Meu pai nunca me ofereceu um copo de cerveja nem de qualquer bebida, mas sempre me falou sobre os efeitos que o álcool causa no organismo. Hoje eu bebo minha cerveja do lado dele sem problema algum, ele me ensinou a ter limites. Nunca precisei fumar maconha para pertencer a qualquer grupo de pessoas e nunca fui chamado de careta.
É isso que eu penso hoje. Se eu souber passar para a minha filha os verdadeiros valores da vida ela não terá problemas com o mundo que ela irá encontrar no futuro. Amizade pode lhe ensinar algo, mas nunca será tão convincente quanto o conselho de um pai. Claro que existem exceções, mas aí pode-se creditar na conta do destino ou outros fatores da vida.  Ser amigo de seu filho é fundamental para ele absorver seus ensinamentos, mostre para ele os caminhos da vida e deixe-o decidir mas sempre caminhe ao lado dele, família é o porto seguro de qualquer pessoa.
Quem sabe a minha filha no futuro possa estar bem melhor do que a geração de hoje? As modinhas de hoje pode ser o careta, o brega de amanhã e aí, aquela preocupação que nós antecipamos em ter, pode ter sido em vão. Quem sabe essa geração saúde que está se formando hoje nas academias, nas ruas, possa ignorar as drogas, o álcool? Quem sabe oportunidades surgirão bem mais para eles do que as que o mundo hoje fornece para os adultos, e os hobbies de hoje sejam a profissão do futuro?
A verdade é que ninguém sabe o dia de amanhã. Devemos fazer o que for melhor para os nossos filhos hoje, ensinar eles a andarem sozinhos e no caminho certo, e ter Fé que o futuro deles será melhor do que o nosso. É possível? Claro que sim, o ser humano tende a evoluir sempre...


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

E se não houvesse carnaval?



Já faz uma semana que está rolando nas redes sociais uma imagem de uma multidão comemorando o carnaval na cidade do Rio de Janeiro. Só que ao invés de exaltarem esta festa popular, a pessoa teve a grandeza, o espírito de nacionalismo e a capacidade de dizer que estes foliões deveriam era lutar por um Brasil melhor, menos corrupto, com mais educação, enfim, aquele tradicional papo ufanista e utópico.
Em primeiro lugar gostaria de dizer que não gosto de carnaval. É uma multidão correndo atrás de um carro de som usando a mesma roupa e escutando as mesmas músicas, todo mundo bebendo muito e fazendo o que geralmente não faria em estado sóbrio. Enfim, é um pequeno inferno neste pedaço da América do Sul.
Mas o nosso país é conhecido mundialmente também pelo Carnaval. É uma festa tradicional, que gera milhões de dólares de lucro, traz uma fonte de renda para muita gente, aumenta o turismo em milhares de cidades, seja do interior ou da capital, é uma festa onde ricos e pobres se divertem do mesmo jeito. Querer cortar uma comemoração como esta é no mínimo uma insanidade.
A vida não é feita só de contas para pagar não. Lógico que na quarta-feira de cinzas as contas estarão vencendo do mesmo jeito, a corrupção no país estará sendo capa de revista, o desemprego continuará assustando muita gente, a educação no Brasil não vai decolar, a segurança pública não ser valorizada, enfim, tudo vai ser como antes de sexta-feira, nada vai mudar para melhor ou pior. Se não houvesse o carnaval o brasileiro continuaria na merda do mesmo jeito.
Esse negócio de ir pra rua reivindicar uma vida melhor não resolve muito. Lógico que tem o impacto visual, demonstra um sentimento do povo naquele momento, mas de nada adianta fazer passeata e o eleitor vota no palhaço, votar no ator da globo, no cantor, e o pior ainda votar no político de carreira. O problema não são os quatro dias de folia, o problema é o que o cidadão faz no resto do ano.
Eu não luto por uma educação melhor indo para a rua reivindicar. Eu tenho que reclamar com o meu secretário de educação, eleger um político que vai lutar por essa causa. Tenho que cobrar do Ministro, do Governador, do Presidente, e se ele não me der uma resposta a altura eu tenho que trocá-lo. Não posso eleger um político durante décadas.
Ir pra rua foi bom para derrubar Collor e Dilma, mas isso não funciona para problemas maiores. Tirar um presidente não é o mesmo que revolucionar o ensino do Brasil, não é o mesmo que resolver o problema da segurança pública.
E pode ter certeza que o problema do brasileiro não é o carnaval. Deixemos de ser hipócritas. O carnaval é uma festa do povo, movimenta a economia, é a oportunidade de pessoas ganharem dinheiro, seja vendendo cerveja, seja fazendo abadá, enfim, o que não falta é criatividade para nós nessas horas. Cada um se vira como pode. Me diz qual o problema de esquecer tudo e festejar durante quatro dias?
Se o cara quer se vestir de mulher, se o outro quer sair beijando tudo e todas, se o outro quer encher a cara, ou se a pessoa, ao contrário de todas, quer apenas ler um livro no feriadão, ninguém tem nada com isso. Muitas vezes quem posta este tipo de manifestação nas redes sociais nunca lutou nem por um sanduíche com seu irmão mais velho quando era criança.
O brasileiro está aprendendo a lutar pelos seus direitos, está apenas engatinhando, mas já é um começo. Uma mudança não se faz da noite para o dia, nem se faz somente indo para as ruas, a inteligência tem que reinar sempre. Você acha que Donald Trump venceu a eleição americana apenas pelas suas palavras rústicas e ataques às pessoas? Manifestação é apenas um estágio da luta pelo poder, por melhorias, enfim por algo novo.
Não adianta nada ir para as ruas e durante uma greve da Polícia saquear supermercado. Não adianta nada ir para as ruas e eleger o mesmo político que está sendo acusado de corrupção toda semana. Não adianta ir para as ruas e não dar educação para seus filhos para quando eles crescerem serem homens e não hóspedes de penitenciária. Não adianta nada ir para as ruas como o super-homem se depois você vira o Clark kent (a identidade secreta e covarde do super-homem para quem não sabe).
Por isso, você que posta qualquer coisa na sua timeline de rede social, veja bem o que aquele post significa. Ir pra rua é sempre bom, cada um com seus motivos, suas ideias, suas opiniões, reivindicações, enfim, deixa o povo pular no bloquinho, e se ele quiser ele vai pra rua para lutar pelo nosso Brasil. Mas carnaval bom é na rua mesmo, e lutar pelo seu país pode ser feito de diversas maneiras, inclusive dentro de casa ou de maneira silenciosa como acontece quando você está ali na frente da cabine de votação e o seu futuro está a um confirma na tecla verde.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Por menos "mimimi" e mais cerveja*



Já vivemos na era das cavernas, no período do feudalismo, na revolução industrial, guerra fria, revolução digital e tecnológica e definitivamente estamos na era do “mimimi”. Nunca vi um povo reclamar tanto, ser tão sensível e cheio de direitos como a população que habita esse planeta atualmente.
Roger Moreira do Ultrage a Rigor escreveu uma música há décadas atrás que se chama “Eu gosto é de mulher”, e na letra ele diz: eu sou assim meio atrasadão, conservador, reacionário e caretão, pra quê ser diferente, se eu fico sem mulher eu fico até doente, mulher que lava a roupa, mulher que guia carro, mulher que tira a roupa, mulher para tirar sarro...
Imagina isso hoje. Os hipócritas iam cair de pau no Roger, iam dizer que isso rebaixa a mulher, que ela foi citada como mera dona de casa, objeto sexual, enfim, um monte de idiotices. Uma simples música ia ser matéria para três páginas da VEJA, iam abrir debates nos programas de pessoas “cultas” que entendes de todos os tipos de assunto do universo, enfim, iam gerar uma discussão extremamente banal por uma simples letra de uma música. O cara simplesmente colocou na letra o que ele sente: eu gosto é de mulher! E qual homem que não gosta?!
O problema é a sensibilidade humana que está acima do limite aceitável. Tudo que você fala em um determinado tom já é encarado como preconceituoso, machista, fora da realidade, não se encaixa nos padrões modernos, e mais um monte de coisas. Hoje somos obrigados a gostar de todo mundo, aceitar tudo que se faz aqui neste Planeta Terra e não temos mais o poder de mandar ninguém à puta que pariu (me desculpem o palavrão).
Ora, espera lá, vai devagar com o andor meu filho. Tenho opinião própria, fui criado assim, estudei, e tenho o direito de falar o que eu quero, gostar de quem eu quero e emitir minhas ideias e opiniões sim. Desde que eu respeite o outro, não abuse desse meu direito e não agrida ninguém, eu quero ser livre para me expressar. Se isso incomoda alguém, saiba que certas atitudes também me incomodam e o mundo possui um tamanho razoável que nos permite viver em harmonia, cada um no seu canto e seus ideais.
Se uma pessoa chegar em  um lugar com sua família e ali tiver um casal gay se pegando e ele não quiser que seus filhos vejam aquela cena e se retira do local, o mundo vai cair na sua cabeça. Mesmo ele tendo sido educado de uma maneira diferente, mesmo que sua crença religiosa não entenda aquilo como certo, enfim, tudo que lhe foi repassado durante toda a sua criação, quando seu caráter foi formado tem que ser jogado fora porque os outros querem e acham que hoje não cabe mais esse tipo de atitude. Ora, tenha santa paciência.
Não me venha com o “mimimi” me chamando de preconceituoso. Calma aí, quem disse que eu sou obrigado a gostar de tudo que acontece por aqui nessa Bola Azul chamada Terra? Não sou não. Não vou nunca tratar alguém mal, falar impropérios, tecer qualquer comentário que denigra alguém simplesmente pela sua escolha sexual, cor da pele, status social, enfim qualquer coisa. Eu quando eu não gosto de uma pessoa primeiramente eu tenho que conhecê-la para depois emitir uma opinião sobre ela, esse negócio de julgar, ter um pré-conceito de alguém é coisa de pessoa fraca das ideias.
Não gosto de pessoas que citam uma característica sua para exigir direitos ou se fazerem de vítimas. O famoso Ah, só fez isso porque sou negro, porque sou gay, porque sou pobre, porque sou índio, porque sou cadeirante, porque sou velho, porque sou... Hoje em dia todo mundo quer ser “minoria”, quer tirar vantagem de tudo. Põe na sua cabeça que nada disso faz de você melhor ou pior do que alguém, não te faz ter mais direito ou menos direito do que as demais pessoas, se é que essa outra pessoa também não se encaixa em alguma nova classe que foi criada para ter privilégios sem dizer o porque.
Uma coisa é você criar leis que permitam acessibilidade para um cadeirante, fila preferencial para idosos e gestantes, outra coisa é você criar cotas nas universidades para negros. Por quê? Qual o sentido disso? Ah, o país tem uma dívida com eles devido a época da escravidão! E a pessoa que não for considerada negra, o que ela tem a ver com isso? Um negro que cursou as melhores escolas disponíveis tem que ser privilegiado no lugar do menino branco que só estudou em escola de péssima qualidade e com certeza nunca terá a chance de ser tão competitivo intelectualmente a não ser que ele seja um gênio? Repito, qual o sentido disso?
Vivemos na época do capitalismo, só tem predadores no mundo. Tem que vencer quem são os melhores, foi assim desde a época de Darwin. É a seleção natural. O Roberto Justus estava em um programa de humor e o apresentador colocou três mulheres lindas na frente dele e perguntou qual ele contrataria. O apresentador, querendo ser engraçado disse que era a mais gostosa. O Justus naquela elegância dele disse o seguinte: eu contrataria a mais competente. Simples assim. Não contrataria ela por ser negra, gay, cadeirante, índia, mulata, asiática, amarela, enfim, ele escolheria quem encaixasse no perfil que ele queria e esses detalhes acima mencionados não contam na hora de colocar seu cérebro para funcionar e gerar lucro para a empresa que qual você foi contratado.
Esta semana vendo uma rede social e vi uma pessoa se manifestar sobre o aborto. Era contra. Ótimo, eu também sou, mas e a opinião do outro, não pode ser levada em consideração? Existe uma lei que pune o aborto, porém, ela permite que em algumas situações seja legal essa prática. O Nosso Supremo Tribunal esta semana permitiu o aborto até três meses, e alegou entre outras justificativas o direito igual entre homem e mulher. Sem entrar no mérito da questão, só queria dizer aos radicais que são contra, alegando que ali tem uma vida: não abortem! Deixa quem quiser abortar que faça, desde que seja de maneira legal. Se o pai e a mãe daquele feto não tem amor na criança que está ali dentro, não será você que irá amar.
Poderia se alegar que o feto é indefeso. Sim, mas milhares de pessoas indefesas morrem todos os dias e ninguém grita por elas. Respeite a mulher grávida, respeite o corpo dela e suas convicções, sejam elas religiosas, morais ou estéticas.
Tem muito mais “mimimis” hoje em dia. Acho que devemos lutar por aquilo que acreditamos, devemos ir às ruas sim, mas desde que seja por algo que valha a pena, vamos respeitar a opinião do outro, o estilo de vida de cada um, saiba que nem todo mundo gosta de você, independente por qual motivo seja, às vezes pode ser uma coisa besta, mas deixa de ser chato e aceite isso.
Não fique invadindo escolas, nem virando carros nas ruas para se fazer ouvir. O mundo está cheio de lugares e meios para se discutir algo que você acredita, essa ideia de ser revolucionário, de usar camisetinha do ditador de boina, de charuto, não cabe mais hoje em dia não. Hoje a guerra é de inteligência, tem que usar o cérebro. Fica a dica.
Donald Trump foi eleito para isso. Pelo fim do “mimimi”. Falou o que quis, defendeu seus ideais, suas convicções, foi real, não omitiu nada do que pensa e foi eleito Presidente da Democracia mais invejada do mundo. Gostou da vitória dele? Não? O choro é livre...

* eu li isso em algum lugar e achei perfeito. Provavelmente foi em alguma rede social ou site de cerveja.